Udawalawe - encontro com elefantes

6 May 2018

No Sri Lanka há bastantes parques nacionais onde se podem fazer safaris. A escolha não é fácil com tanta oferta. Excluímos o mais conhecido, o Yala, porque lemos em todo o lado que estava demasiado virado para os turistas e que se viam mais jipes do que propriamente animais. Além disso, por ser de dimensões maiores, também dificulta o avistamento de animais. Tendo em conta o percurso que íamos fazer, acabámos por optar pelo Udawalawe.

 

Saímos de Ella ainda de manhã e tínhamos pela frente uma viagem de cerca de 2, 3 horas. Havia duas hipóteses, trocar de autocarro em Wellawaaya ou em Thanamavila. A segunda parecia mais fácil e directa para chegarmos ao nosso destino e foi a nossa escolhida. 

 

Em Thanamavila, apesar de continuar a chover, notava-se bem a diferença na temperatura. Estava aquele calor que se cola ao corpo e nos faz sentir pegajosos. Com alguma dificuldade lá encontrámos o segundo autocarro. Algumas pessoas diziam-nos para esperar junto à estrada, outras mandavam-nos andar mais para a frente. Andámos um pouco e lá estava ele com algumas pessoas no seu interior. Sentámo-nos num banco onde estava um saquinho com comida e pouco depois apareceu um homem a dizer que aquele lugar era dele. Mudámos para outro e pelos vistos também estava ocupado. Até que um senhor nos disse para nos sentarmos num que aparentemente estava livre. Foi um bocado confuso mas ninguém nos chateou mais. 

 

A estrada de acesso a Udawalawe passa mesmo junto ao parque nacional e vê-se logo um elefante que, soubemos depois, está sempre junto à grade à espera que as pessoas lhe dêem comida. Foi um caso de insucesso do orfanato para elefantes que existe naquela cidade. 

 

Assim que chegámos ao início da cidade, o autocarro parou e mandou-nos sair. Segundo o mapa havia uma paragem bem mais perto do nosso hotel mas, como as nossas malas estavam no porta bagagens do autocarro, e todos os outros turistas saíram naquela paragem, preferimos não arriscar. Saímos e acabámos por apanhar um jipe dos safaris para chegar ao hotel, o Kottawatta Village. 

 

Escolhemos este porque, apesar das previsões meteorológicas desfavoráveis, queríamos um hotel com piscina para poder aproveitar a tarde tranquilamente, já que em Udawalawe não há mais nada além do safari para fazer e esse seria só na manhã seguinte.

 

Estivemos cerca de 1 hora à espera que o nosso quarto ficasse pronto e, como não ficou, mudaram-nos para um melhor. Na verdade o hotel tem umas cabanas junto à piscina com um aspecto muito simpático mas todas as restantes casinhas têm um ar antigo e com pouca manutenção. Mais do que suficiente para passar uma noite, mas sem luxos. Soubemos depois que, com chuva, as cabanas junto à piscina são um inferno, porque o telhado é de metal e faz um barulho ensurdecedor. Felizmente a nossa era toda de tijolo e a chuva não nos incomodou. Como bons portugueses que somos, pagámos a piscina, fomos à piscina! Estava a chover mas molhados por molhados não fazia diferença!

 

Ao fim da tarde a chuva aumentou bastante de intensidade e nem conseguimos sair do hotel. Aliás, ir até ao restaurante já foi uma aventura só por si. Mas conseguimos voltar ao quarto sem nos molharmos muito.

 

O dia seguinte ia começar bem cedo, às 5.30 tínhamos de estar na recepção para sairmos para o safari. A chuva continuava a cair, embora com menos intensidade àquela hora. Ainda estava completamente escuro. Os bancos do jipe, que eram bancos normais de carro, estavam ensopados e inicialmente ainda pusemos as capas das mochilas para nos proteger. Com o andamento e a chuva que teimava em cair acabámos por ficar completamente encharcados e desistir de nos tentarmos proteger.

 

Começámos o safari com chuva mas felizmente parou ao fim de pouco tempo, o que nos permitiu ver melhor os animais. Ainda vimos vários grupos de elefantes, búfalos de água, raposas e muitas espécies diferentes de aves. Gostei bastante da experiência mas ao mesmo tempo senti-me invasora do espaço dos animais. Como o parque não é muito grande, todos os jipes se acumulam nas zonas onde estão os elefantes, o mais em cima possível dos animais. Parece uma caça à gorjeta, em que cada condutor tenta chegar o mais próximo possível, entalando-se uns aos outros e criando verdadeiros quebra-cabeças quando querem sair. Felizmente para os animais só há safaris duas vezes por dia e têm bastantes horas para estarem verdadeiramente no seu ambiente. Fiquei um pouco decepcionada com essa parte, apesar de ter gostado da experiência. 

 

De volta ao hotel ainda deu para tomar o pequeno-almoço e um banho e depois seguir viagem para a última paragem no Sri Lanka, a zona das praias!

 

 

 

 

 

 

 

 

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