Dia 4 na Escócia, dia dos castelos, dos Loch´s e dos Midges

8 Oct 2017

Após uma noite bem dormida, fomos conhecer a cidade de Portree, a maior na ilha de Skye, onde passeámos pelo porto, com as suas casas coloridas, e pela praça principal. Seguimos em direcção à ponte de Skye e ainda tivemos oportunidade de ver as famosas vacas cabeludas das Highlands. As únicas que vimos naqueles dias, talvez ali colocadas propositadamente para os turistas, mas foi uma boa despedida da ilha.

 

Seguimos em direcção a Inverness e fomos parando sempre que a paisagem assim o pedia. A primeira paragem foi no famoso castelo de Eilean Donan, mas não visitámos por dentro. Almoçámos no único restaurante que vimos pelo caminho, que, além de caro, tinha um serviço horrível. Acabámos a comer carne picada com puré instantâneo  e ervilhas por 16 € o prato.

 

Antes de Inverness parámos no castelo de Urquhart (ou no que resta dele). Desta vez entrámos porque tínhamos lido que era interessante. Disseram-nos para assistirmos ao vídeo no piso de baixo, mas como não vimos nada sobre o vídeo fomos visitar as ruínas do castelo, com vista para o Loch Ness. Só na saída vimos uma fila para umas portas que percebemos ser o auditório. Lá fomos ver o vídeo que explicava toda a história do castelo e a visita passou a fazer muito mais sentido.

 

O Loch Ness foi uma desilusão! É bem maior do que esperava, mas escuro e sem graça. É certo que o dia estava cinzento e isso não ajudou, mas esperava algo melhor. Fiquei impressionada apenas com a quantidade de turismo à volta de uma coisa que não existe. Até há um museu da Nessie, como é possível?!

 

Fomos até Inverness e a nossa ideia inicial seria acampar algures por ali. Mas não tivemos vontade de conhecer a cidade, demos só uma volta de carro e resolvemos continuar até ao Parque Nacional Cairngorms e acampar por lá.

 

Parámos em Carrbridge onde há uma ponte do século XVI e seguimos até ao Loch Morlich onde havia 2 parques de campismo. O primeiro dizia que estava cheio (para variar). O segundo tinha espaço mas pediram-nos 30 € para lá ficar. É certo que era junto ao lago, mas 30 € para acampar até na Escócia é demais. Voltamos para o primeiro, mas pelo caminho parámos para ver o lago e procurar uma hipótese de ficar por lá. E encontrámos. É certo que se via da estrada, mas a estrada só dava acesso à montanha e era quase noite. Além disso, dava para perceber que já tinham acampado lá antes, por isso ficámos.

 

O lago era deslumbrante. Tinha uma praia bastante grande e a água, quase parada, reflectia as montanhas circundantes e todas as cores que o céu ganhava ao pôr do sol. Problema: midges. Eram aos milhares. Cozinhámos mesmo junto à água a tentar aproveitar a paisagem, mas assim que a comida ficou pronta tivemos de nos enfiar dentro da tenda. Era completamente impossível estar na rua. Lavar a loiça e os dentes foi um inferno. Às 21 já estávamos dentro da tenda. Enquanto escrevia com a luz acesa comecei a perceber que eles estavam a entrar. Tive de colocar uma toalha na rede mosquiteira do tecto e descobri que entre as duas camadas da tenda estavam centenas de midges. Felizmente a toalha resultou e não entraram mais na tenda.

 

A última noite na Escócia foi muito tranquila, sem chuva e sem barulho além dos patos e de um carro ou outro que passava.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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