Dia 3 na Escócia, as maravilhas de Skye

22 Sep 2017

A manhã de sábado começou logo com uma das nossas aventuras. Depois de pedirmos a umas senhoras na rua para nos trocarem as moedas por uma para entrar no chuveiro, escolhemos o das pessoas com deficiência que parecia bem maior, onde caberíamos bem os dois. No dia anterior tínhamos lido que o chuveiro também aceitava moedas de 1 libra das novas, as únicas que tínhamos connosco. Despimo-nos e quando vou a pôr a primeira moeda surpresa: não entrava! Passado o choque inicial e a zanga por estar escrito que aceitava, procurámos soluções. Basicamente usámos o lavatório e demos banho um ao outro. Pelo menos o lavatório tinha água quente. Saídos do compartimento leio novamente o papel que afinal dizia: pedimos desculpa pelo incómodo, mas este chuveiro só aceita moedas antigas!

 

Mas como uma aventura nunca vem só seguiu-se outra. Passámos no mini mercado da vila para comprar pequeno-almoço, umas papas de aveia com leite. Decidimos continuar e procurar um sítio onde conseguíssemos cozinhar pelo caminho. Mas chovia imenso. Cada vez mais. E a fome aumentava na mesma proporção. Resultado, cozinhei no banco da frente do carro, com um lume baixinho e sempre a segurar o tacho para não acontecer uma desgraça. Depois de comermos parou a chuva e conseguimos lavar a loiça na rua, com água engarrafada.

 

Fomos até Nest Point onde havia um farol, mas na verdade nunca o chegámos a encontrar. Ficámo-nos pela vista de cascatas enormes a cair até ao mar. Seguimos para Dunvegan onde visitámos os jardins do castelo. São bonitos mas demasiado caros. Arrependemo-nos um pouco de la ter ido. Em Dunvegan procuramos um restaurante e encontrámos um sítio que parecia saído de um filme antigo. Uma pequena sala no piso térreo de uma casa, com uma pequena vitrine com bolos, pão e scones com ar caseiro e pessoas que entravam e eram cumprimentadas pelo nome.

 

À tarde, o tempo melhorou um pouco, e fomos até ao Skye Museum of Island Life que é uma pequena representação de uma aldeia típica de Skye, com as suas casas de pedra e telhados de palha escura. Algures pelo caminho vimos muitos carros parados. Parámos também e deparámo-nos com um relvado sem fim com umas ruínas de uma casa mesmo junto ao mar. De repente o P. pega-me na mão e começa a correr. Ia caindo várias vezes e pisando muitos cocós de ovelha. Mas eu percebi, aquele enorme relvado pedia para ser usado duma ponta à outra. Apetecia correr, rebolar, saltar!

 

Dirigimo-nos depois a Quiraing para fazer uma caminhada que tínhamos lido ser muito bonita. E era. A subida até ao ponto inicial era estreita com muitas curvas. A cada momento parecia estarmos mais perto nas nuvens. O caminho a pé era estreito mas com pouco desnível. A paisagem era incrível, a minha preferida a partir daquele momento. Até que chegamos a um ponto em que era necessário passar por cima de um pequeno riacho, saltar de uma pedra para outra, sem agarras e com o abismo logo ali. Decidimos não arriscar, além de perigoso íamos ficar muito molhados. Com muita pena voltamos para trás.

 

Continuámos pela estrada junto ao mar, parámos num miradouro de falésias vermelhas com grandes cascatas a cair no mar e parámos também num outro ponto assinalado no guia que eu achei ser um miradouro. Ao pararmos percebemos que afinal Old Man of Storr eram um conjunto de rochas pontiagudas no cimo de uma montanha. Ainda subimos um bom bocado, mas começou a chover e o cansaço já era algum, não fomos até à base das rochas. Naquele momento tivemos inveja boa das pessoas que subiam a montanha ao nosso lado com equipamento de campismo e da tenda que já se via ao longe mesmo junto às rochas. Um dia quem sabe se não seremos nós no lugar deles. E assim descobri mais uma paisagem a lutar pelo primeiro lugar do meu top. Mas não me consigo decidir por esta ou a anterior, pelo que considero um empate.

 

Ainda avaliámos a possibilidade de ficarmos algures ali na descida, mas não havia nenhum ponto com condições e seguimos caminho. Assim que vimos as indicações de um parque de campismo entrámos ignorando o cartaz a dizer “cheio”. Mais uma vez a conversa de que a tenda era muito pequena e a senhora deixou-nos ficar com a condição de não montarmos a tenda muito próxima das outras. Era fácil, havia imenso espaço. A senhora também ficou muito contente por sermos portugueses, fomos os primeiros a ficar naquele parque! O parque tinha óptimas condições e apesar de ter chovido durante a noite foi em pequena quantidade e tivemos uma boa noite de sono.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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