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Pela Costa Vicentina com um bebé

22 Sep 2019

Acho que já aqui contei antes que os meus sogros têm uma autocaravana e que, por vezes, nos emprestam. [Somos uns sortudos!] 

 

Já tínhamos usado algumas vezes antes do Francisco nascer mas ainda não tínhamos arriscado com ele. Não por acharmos difícil sair com um bebé de autocaravana mas por uma simples questão logística. O Francisco ainda dorme muito mal e a única forma de descansarmos um pouco mais é ele dormir connosco. A autocaravana tem uma cama de casal mas muito estreita e uma suposta segunda cama individual mas que, por azar, ficou mal feita e não funciona. 

 

Por este motivo fomos adiando uma saída na autocaravana, mantendo a esperança que entretanto ele começasse a dormir sozinho. Mas já nos convencemos que isso não vai acontecer nos próximos tempos, por isso decidimos aproveitar um fim de semana prolongado de Junho e arriscar, implicando o Pedro dormir num colchão no chão.

 

Inicialmente pensámos ir para a zona oeste por ser mais perto e, se corresse mal, era mais fácil voltar para casa. Mas as previsões meteorológicas não estavam nada convidativas, por isso, quase na véspera decidimos ir até à Costa Alentejana.

 

Ao contrário do que é costume, desta vez quem planificou a viagem e escolheu os pontos de interesse foi o Pedro. No fim, acabámos por improvisar um bocado porque ele deixou os apontamentos em casa. 

 

Já tínhamos ouvido dizer que há uma certa dificuldade em encontrar pontos onde passar a noite na Costa Alentejana porque este tipo de turismo tem crescido tanto, muitas vezes não se comportando da melhor forma, que a GNR tem aparecido em muitos locais a obrigar as pessoas a saírem. Também lemos vários testemunhos na app Park4night [muito útil para o autocaravanismo] nalguns locais que pesquisámos. Resolvemos não arriscar locais de onde poderíamos ter de sair a meio da noite, já que acordar o Francisco não ia ser nada boa ideia e não tivemos problemas. 

 

Passámos a primeira noite junto ao porto de Sines. Já lá chegámos a meio da tarde e ainda demos um saltinho à praia Vasco da Gama mas estava um vento frio que nos obrigou a sair. Por coincidência encontramo-nos com uns amigos que estavam numa carrinha adaptada e juntaram-se a nós para jantar e passaram a noite ao pé de nós. De manhã, continuava um vento gelado por isso demos apenas um passeio pela marginal e seguimos viagem, cada um para seu lado. 

 

Nós decidimos ir até à praia da Samouqueira, um bocadinho antes de Porto covo, mas o Francisco chorava tanto que tivemos de parar no parque de estacionamento de uma das praias de São Torpes e dar-lhe o almoço. Almoçámos também e, no final, acabámos todos a dormir uma sesta. Quando acordámos fomos então até à praia da Samouqueira. Apesar de algum vento, mais próximo das rochas estávamos bem. Foi aí que descobrimos que o Francisco adora lamber as mãos com água salgada e comer punhados de areia! Finalmente começou a relaxar na praia e a conseguir aproveitar! Até agora ficava super quieto e sério sempre que tocava na areia.

 

Fomos até ao Cabo Sardão porque o Pedro se lembrava de ver várias autocaravanas quando fez Tróia - Sagres de bicicleta e tinha ficado sempre com essa vontade. Parámos lá mas percebemos que era um dos locais onde a GNR costuma ir mandar as pessoas sair. Jantámos por lá, para assistir ao pôr do sol mas depois ficámos na aldeia de Cavaleiro, junto a um balneário público que nos permitiu usar essa casa de banho em vez da nossa [sim, ter sanita é muito giro até ter de se despejar a cassete!]

 

Como continuava vento optámos por ir até uma praia que eu já conhecia, rodeada com rochas e com piscinas boas para bebés, a praia do Carvalhal, logo a seguir à Zambujeira e com bastante espaço para estacionar a caravana. Ficámos por lá a manhã toda, a chapinhar na água e a brincar na areia. Aproveitámos que havia espaço, abrimos o toldo da caravana e montámos a mesa na rua para almoçar por lá. O Francisco adorou porque pôde meter-se com toda a gente que passava por lá e pôde comer como ele gosta: de mãos dentro do prato directamente para a boca! [É muito giro deixá-los explorar, mas não há paciência para limpar a cozinha todos os dias]. 

 

À tarde fomos até à praia da Ilha do Pessegueiro, que eu conhecia mas o Pedro não. Mais do que a praia, adoro a estrada de acesso ao forte e claro que tivemos de parar para tirar umas fotos em família! Já não estava quase vento por isso tivemos uma bela tarde de praia, com direito ao primeiro banho de mar do Francisco! 

 

Decidimos parar no parque de estacionamento da praia Grande de Porto Covo, junto a mais autocaravanas, porque me pareceu ter visto uma placa de caravanas lá. Afinal era de autocarros e no parque dizia que eram proibidas caravanas mas estavam lá mais de dez. Perguntámos aos vizinhos e disseram que estavam lá há 3 dias e ninguém tinha chateado, arriscámos! E foi assim que acabámos a dar jantar ao Francisco com uma vista lindíssima ao pôr do sol! 

 

A noite foi muito tranquila, tão tranquila que dormimos quase até às 9! Estava uma neblina pouco convidativa para a praia mas mesmo assim decidimos descer e ficar por lá. O sol entretanto já brilhava e ficou uma bela manhã de praia. 

 

Depois da praia, com muita pena, tivemos de seguir viagem para casa e dar por terminadas as férias!

 

Autocaravana e um bebé

 

Para nós, desarrumados por natureza, passar alguns dias num espaço tão pequeno como a autocaravana é um desafio. Até agora tínhamos saído apenas 2-3 dias e, ao fim de pouco tempo, estava o caos por todo o lado e mal conseguíamos encontrar as coisas. Como eram poucos dias nunca houve grande problema, mas sabíamos que desta vez não podia ser assim! 

 

Além de levarmos muito mais tralha, o Francisco precisava de ter a cama e o chão livres e arrumados para poder brincar à vontade. Então tivemos de estabelecer logo desde o início a regra: tudo o que sai do sítio tem de voltar imediatamente para lá! 

 

O facto da caravana não ser nossa, por ter armários ocupados e as coisas organizadas de forma diferente da que nós faríamos, não nos facilitou a tarefa mas lá conseguimos. 

 

Sem dúvida que os cubos de arrumação das malas foram a nossa salvação na roupa. Cada um tinha os seus e a roupa sempre dentro deles, no espaço disponível nos armários. 

 

A parte mais difícil foi manter a cozinha arrumada depois de jantar. Já jantávamos mais tarde que o normal e o Francisco ficava com a birra de sono enquanto jantávamos, por isso a loiça tinha de ficar para lavar no dia a seguir, mas era a prioridade máxima logo depois do pequeno almoço. 

 

Mesmo assim, mal nos descuidávamos um pouco, o caos começava a instalar-se e tínhamos de voltar a arrumar tudo rapidamente. Este foi sem dúvida o nosso maior desafio. 

 

Para o Francisco levámos duas coisas, uma essencial, outra muito útil. A banheira foi essencial! Não cabia de maneira nenhuma na casa de banho, por isso usámos a mesa. Sem a banheira [ou um alguidar grande] não teríamos espaço para lhe dar banho na casa de banho. A outra, que não achamos essencial, mas que nos deu imenso jeito foi a cadeira de refeição do IKEA. Ia desmontada debaixo da mesa nas viagens e, sempre, necessário montávamos. Tanto deu para as refeições como para o manter no mesmo sítio quando precisávamos de cozinhar ou arrumar. O carrinho de bebé seria uma opção mas o nosso é tão grande que nos complicaria ainda mais a vida; ficou em casa, e ficou muito bem!

 

Desta vez, como íamos só quatro dias, levámos as sopas congeladas e íamos cozinhando só o 2o prato. Mas não será um problema quando formos mais dias, rapidamente fazemos uma sopa. 

 

Na véspera de sairmos deparámo-nos com uma grande condicionante. A nossa cadeira auto é fixa com isofix e a caravana não tem este sistema. Não tínhamos forma de transportar o Francisco! Solução: olx! Comprámos uma cadeira fixa com cintos por 20€. Quando a montámos percebemos que íamos ter outro problema, a cadeira não inclinava e assim que ele adormecesse a cabeça ia ficar caída para a frente. Resolvemos com uma almofadas e toalhas nas costas e no assento, mas que obrigavam a tirar a mesa para ele ter espaço para os pés! Não é a logística mais fácil mas é a possível! O importante é mesmo aproveitar o tempo em família.

 

Riscos de sair com uma autocaravana

 

Das outras vezes já tínhamos sentido um pouco isto, mas não tanto como agora! Há um grande risco ao usar uma autocaravana: o de ficar viciado e querer mais e mais! 

 

Voltámos com a sensação de que era tão bom ter uma mas à nossa maneira. Passámos a semana seguinte a trocar imagens de carrinhas adaptadas e anúncios de autocaravanas. Não será para já seguramente, até porque podemos usufruir desta sem custos! Somos bastante flexíveis e olhamos para as dificuldades como desafios, já há procura da solução.

 

Mas acredito que um dia, se nos continuar a fazer sentido, iremos realizar este sonho! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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