Voltar sempre onde já fomos felizes!

22 Oct 2017

Estávamos a meados de Setembro quando nos lembrámos que o Verão estava a chegar ao fim e ainda não tínhamos ido ao Meco. Nem neste Verão, nem no anterior. Não íamos lá desde o dia do nosso casamento. E assim decidimos que seria o nosso destino do fim de semana. Estávamos também com vontade de voltar a acampar e, por isso, juntámos o útil ao agradável.

 

Saímos depois de almoço para poupar na refeição e lá fomos directos ao Campimeco. Confesso que, apesar das previsões de máximas de 23º, levei o biquini na mochila com esperança de ainda fazer praia. Como é óbvio não o tirei da mala. Chegados ao parque deparámo-nos com uma ventania como já não via há muito tempo. Estranhamente olhava para as outras tendas e nem abanavam, mas enquanto montávamos a nossa quase levantámos voo com ela. Foi um desafio muito grande e a certo ponto apeteceu-me enfiá-la dentro do saco e vir embora. Mas a persistência do P. foi mais forte e conseguimos. Assim que a estacámos e prendemos com cordas parecia que o vento tinha parado, nem abanava. [Ilusão pura, como descobrimos ao desmontá-la!]

 

A partir daí fomos matar saudades. Começámos pelo local onde queríamos ter casado mas não conseguimos autorização. Voltámos a caminhar de mão dada no passadiço onde já o tínhamos feito vestidos de noivos. Apreciámos a paisagem outra vez, em silêncio, tão felizes como antes. Descemos as escadas até à praia, recordámos as filmagens que ali fizemos. Rimo-nos das parvoíces. Sentámo-nos abraçados, a olhar para o mar, a sentir o vento na cara, a recordar um dos dias mais felizes da nossa vida.

 

Depois fomos até ao restaurante. Aqui a sensação foi estranha. Parecia que o "nosso" espaço tinha sido invadido por estranhos. Mas, por outro lado, o facto de ser um restaurante permite-nos voltar lá e entrar sempre que quisermos. Acho que será sempre um misto de estranho e bom.

 

Voltámos para o parque com o sol já quase na linha do horizonte. Achámos que ainda íamos a tempo de ver o pôr do sol junto à tenda, onde tínhamos vista panorâmica sobre o mar. Acabámos por assistir ao pior pôr do sol de sempre: estacionámos o carro e estava lá o sol, saímos do carro e olhámos, tinha desaparecido. Primeiro ficámos tristes mas acabámos a rir-nos bastante à conta deste tão [in]esperado pôr do sol.

 

Depois do jantar foi noite de jogos de tabuleiro. A noite foi calma mas mais fria do que esperava. Apesar disso soube muito bem voltar ao campismo.

 

No Domingo o vento continuava e fazer praia estava fora de questão. Como estávamos [e continuamos] em modo de poupança para a próxima viagem, voltámos para casa ao fim da manhã para almoçarmos em casa.

 

Foi um fim de semana curtinho mas que deu para repor as energias e reviver muitas emoções. Porque para mim é muito importante voltar sempre onde já fomos felizes!

 

 

 

 

 

 

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